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15/06/2015

ᒎᙓ ᔕᘮᓰᔕ ᒪᙓ ᕈᙓ♈ᓰ♈ ᑕᖺᙓᐯᗩᒪᓰᙓᖇ

Le Petit Chevalier
(Nico)

Je suis le petit chevalier
Avec le ciel dessus mes yeux
Je ne peux pas me effroyer

Je suis le petit chevalier
Avec la terre dessous mes pieds
J'irai te visiter
J'irai te visiter

Par kiwaïda at 22:19

12/05/2015

ᑭᓮᖘ〇ᖇᘉᓰ♈ᕼ〇ᒪ〇ᘐᓮᕮ



La session de Christophe Chassol "Pipornithology"

Avec Big Sun, son rayonnant quatrième album, Christophe Chassol clôt sa trilogie d'ultrascores (la méthode d'harmonisation du réel qu'il a développée) commencée à la Nouvelle-Orléans créole (Nola Chérie, 2011) et poursuivie en Inde (Indiamore, 2013). En mars 2014, il part pour la Martinique, d'où sa famille est originaire, ces Indes de l’ouest au cœur de ce qu'il souhaite exprimer de plus personnel et de plus universel. Avec la chef opératrice Marie-France Barrier et l'ingénieur du son Johann Levasseur, ils filment et enregistrent des rencontres, des scènes de la vie quotidienne, le carnaval: un documentaire impressionniste qui constitue la matrice de Big Sun.

Au retour, il compose, monte, assemble, répète et crée les 27 plages d'une odyssée de l'espace antillais en 70 minutes. Big Sun allie le sifflement d'un oiseau et celui de Pipo Gertrude, la poésie de Joby Bernabé, la conversation d'une habitante de la montagne, le rap de Sissido et Samak, la flûte de Mario Masse, le carnaval de Fort-de-France, les conques, le son de la mer ou le chahut d'une partie de dominos. Et de somptueuses pièces comme La Route de la Trace ou Reich & Darwin, qui surgissent au détour d'un virage et nous éblouissent....


Et superbe Odissi (Indiamore)

Par kiwaïda at 00:28

02/05/2015

J̶̷̸̲̿̿̿ᴇ̶̷̸̲̿̿̿ ̶̷̸̲̿̿̿ᴠ̶̷̸̲̿̿̿ᴏ̶̷̸̲̿̿̿ɪ̶̷̸̲̿̿̿s̶̷̸̲̿̿̿ ̶̷̸̲̿̿̿ᴛ̶̷̸̲̿̿̿ᴏ̶̷̸̲̿̿̿ᴜ̶̷̸̲̿̿̿ᴛ̶̷̸̲̿̿̿ ̶̷̸̲̿̿̿ᴊ̶̷̸̲̿̿̿'̶̷̸̲̿̿̿ᴇ̶̷̸̲̿̿̿ɴ̶̷̸̲̿̿̿ᴛ̶̷̸̲̿̿̿ᴇ̶̷̸̲̿̿̿ɴ̶̷̸̲̿̿̿ᴅ̶̷̸̲̿̿̿s̶̷̸̲̿̿̿ ̶̷̸̲̿̿̿ᴛ̶̷̸̲̿̿̿ᴏ̶̷̸̲̿̿̿ᴜ̶̷̸̲̿̿̿ᴛ̶̷̸̲̿̿̿

C.A.R. (Choose Acronym Randomly) Chloé Raunet à Limoges (Photographie © Sonia Marques)

j'entends tout, tout tout tout, je vois tout, tout, mais je ne dis jamais rien, rien.

C'était hier, un muguet du premier du mois de mai <3
Une reprise de Christophe, de sa chanson "La petite fille du 3e" (de 1971 !)



Choose Acronym Randomly


C.A.R., le projet solo de l’ex-meneuse du groupe Battant : Chloé Raunet
Sinon c'est plutôt ça C.A.R. : Idle eyes (le clip vidéo est de Fiona Garden, le design par son mari, à Fiona : Ben Ashton)
Entre new-wave 80's et électro comparée à la post-punk Siouxsie. Sur un label français (Kill the Dj)
Magnétisme, détermination, défi. Plus pop et lumineux que son ex groupe Battant. Un oiseau Phénix ?

Par kiwaïda at 15:51

31/03/2015

ℤÉ ℒÜÍϟ

© Joe Wuerfel/Lusafrica

ZÉ LUÍS, A força de uma voz que emerge!
ZÉ LUIS, o cantor de forte carisma, voz quente e cativante, só agora, na faixa dos 60 anos, surge com um primeiro disco, intitulado SERENATA, depois de algumas décadas a cantar na informalidade das noites musicais em Cabo Verde.
Nasceu na cidade da Praia em 1953. Deve à mãe, que sempre cantara durante os afazeres domésticos, o gosto pela música e pela cozinha – foi quem lhe transmitiu e ensinou ambas as paixões. Guarda na memória, como relíquia, para além das mornas, letras de fados que sua mãe aprendera na juventude.
A morna, onde Zé Luis se encontra e reconhece como cabo-verdiano e como artista, lamento romântico que tem tanto de melancolia, quanto de sensualidade, está umbilicalmente associada à própria identidade cabo-verdiana, à sua alma, ao sentimento de todo um povo!
Aos oito anos, Zé Luis emigra com a família para a Ilha do Príncipe, no arquipélago de S. Tomé e Príncipe, à época, colónia portuguesa, onde viviam muitos conterrâneos. Na altura, um grande fluxo migratório levava trabalhadores de Cabo Verde para o cultivo agrícola naquelas ilhas. Para além do trabalho, havia o natural convívio, em que a música, para matar a sodade, era um ingrediente indispensável!
Ao regressar já quase adulto à sua terra, rapidamente se inseriu nas actividades musicais, cantando em serenatas, participando em concursos, actuando em sessões culturais a convite de entidades várias. Sempre que era necessário encantar com os sons de Cabo Verde e uma voz sedutora, lá estava ele, que, contudo, sempre viveu da profissão de marceneiro.
A música, essa paixão sempre presente, ia ficando para os tempos livres. Agora, eleva-a a lugar central na sua vida, ao emergir para um público bem maior que o da sua cidade, pela força de uma voz que não podia ficar como privilégio de tão poucos…

SERENATA
1. Amigo
2. Mar de feijão d'agua
3. Bartolomeu Dias
4. Terra di alguém
5. Mario
6. Mar di Saradjeu
7. Ku nha kin bêm
8. Dimingo na Orgon
9. Ganha gasta
10. Noticia
11. Partida é um dor
12. Cebu d'Holanda
13. Rapacinho
14. Sodadi Na Distancia

Interview de José LUÍS (Sónia Balasteiro)

Cresceu a ouvir as mornas e os fados que a mãe cantava enquanto cozinhava na ilha do Príncipe, e isso acabaria por definir o seu caminho na vida. Zé Luis é a personificação de um conto de fadas tornado realidade. Diz-se que canta a morna e a alma do povo crioulo como ninguém.

a sua mãe cantava fados e mornas quando o zé luis era criança. como foi crescer nesse ambiente ?

sim, cantava muito. e eu, criado nesse ambiente, só poderia ser músico... mas, entretanto, veio a outra faceta, que seria a minha profissão, marceneiro.

voltou do príncipe para cabo verde aos 18 anos. como foi o regresso ?

foi um pouco estranho, porque eu não conhecia cabo verde, a terra dos meus pais. lembro-me que tínhamos de descer no bote que ia buscar as pessoas ao barco para as trazer para terra. estranhei quando vi os homens com shorts, com chinelas, remando, e perguntei à minha mãe: ‘mamã, aqui é que é a nossa terra?’. e ela disse que sim.

era muito diferente do lugar onde estava habituado a viver ?

a ilha de príncipe, onde eu cresci, é um paraíso. lá, para ver o chão, é difícil. tem uma natureza luxuriante, está cheia de mato, de palhotas… e foi um transtorno quando cheguei a cabo verde, porque não via nada verde… como escrevem os nossos poetas, sinto-me feliz de ser cabo-verdiano. em cabo verde fiz-me homem.

como era a vida lá quando voltou ?

tinha de ajudar os meus pais e as oportunidades de brincar eram poucas. o meu pai era pedreiro, mas nessa altura não podia trabalhar mais, porque já era velho. a minha mãe, que era vendedeira no mercado da praia, abriu uma oficina de carpintaria para garantir o sustento a mim e aos meus oito irmãos.

nessa altura já cantava mornas ?

sim, aos fins-de-semana havia sempre tocatina com os meus amigos. iam buscar-me a casa já com duas ou três violas, e diziam-me: ‘vá zé, temos de sair. vamos a casa de fulano, sabes que não podemos ir sem ti’. e íamos para lá tocar e cantar até às tantas, fazer serenatas. e assim passávamos as noites, até de madrugada.

cantar morna é uma forma de ser cabo-verdiano ?

a morna faz parte da minha essência. adoro cantar mornas, embora também cante coladeiras, samba brasileiro… mas a morna é o meu estilo preferido. é metade da minha vida e acho que sem ela o meu mundo seria triste. traz-me tudo: o alento, a paz, a alegria. às vezes, tristezas, também nostalgias, claro.

continua a cantar na oficina ?

a morna é a minha companheira enquanto estou a trabalhar. às vezes, passa-me uma música antiga pela cabeça e rabisco-a no bloco em que tenho as medidas do trabalho que estou a fazer, para não esquecer. faço as duas coisas juntas.

a música está sempre presente.

sim, viajo sempre no mundo do imaginário, de coisas boas que tenho para mim. se todo o mundo se juntasse e afinasse num só diapasão, ficaria uma coisa boa. se a paz que mora em mim morasse também no coração dos outros, talvez houvesse felicidade para todos.

em 2012 gravou o seu primeiro disco, serenata, que está a promover na europa e apresenta agora em portugal. passou a ter uma produtora [a lusáfrica de josé da silva, que lançou cesária évora]. como vê esta nova fase ?

veio a fama e mudou tudo. eu vou abrindo a porta do mercado pouco a pouco, e isso vai dando os seus frutos. mas sempre com a minha forma de ser e de estar. aproveito para felicitar todos os portugueses que contribuíram para o meu sucesso. eu canto no quintal da música e, na minha noite, fica sempre sempre cheio de portugueses.

hoje vai apresentar o serenata ao vivo no b.eleza. como vai ser concerto ?

vou transmitir coisas boas: paz, tranquilidade e muita música mexida para vocês esquecerem os problemas. vamos seleccionar muitos funanás, muitas coladeiras.

e mornas ?

também. morna é para dançar apertadinho. é muito sentimental. aconselho quem gosta da morna a pensar no seu significado, com quem quer dançar. não é com qualquer pessoa que se dança morna. quando começar uma morna e chegar ao ouvido, ao coração, tens de ficar sentado e perceber de longe com quem a queres dançar. porque é uma coisa muito íntima. 

morna é para dançar apertadinho

FUNANA
FONASON
BATUQUE
MORNA
COLADEIRA
CAVAQUINHO

Les rythmes comme le funana, le finason et le batuque sont propres à l'île de Santiago. Il y a aussi des musiques d'origine française, sur l'île de Santo Antao par exemple, où on retrouve des mots, des danses qui sont chantées en français. Ensuite il y a des différences d'instruments. Le funana est chanté et dansé avec le ferrino, une barre de fer sur laquelle on gratte pour battre le rythme, et avec le gaita, l'accordéon diatonique. La morna et la coladeira sont jouées avec violons et guitares, puis avec le cavaquinho qui est arrivé un peu plus tard. Rythmiquement, le funana est assez rapide alors que la morna est lente, pour des danses intimes. Le coladeira est plus rythmé et on y parle de tous sujets. Mais aujourd'hui ces traditions n'existent plus vraiment, on peut se marier avec une guitare, un piano. Les choses ont évolué parce qu'il y a eu des apports d'instruments qu'on n'avait pas à l'époque.

le batuque a été interdit parce que c'était une manifestation culturelle. Si j'avais envie de te dire quelque chose, si tu m'avais volé par exemple je pouvais le faire en improvisant dans le chant du batuque. C'était une forme de langage très spontané des femmes surtout à travers le chant et la danse. Elles se réunissaient dans les champs de récolte, emmenaient un peu de rhum avec elles et elles s'exprimaient ainsi. Le batuque était d'autant plus interdit que les femmes chantaient souvent des thèmes de contestation vis-à-vis des colonisateurs, c'était des chants et des danses assez osées.



ZÉ LUÍS : para dançar apertadinho - en concert à Limoges (Photographie © Sonia Marques)

Muito obrigado !


Par kiwaïda at 22:42

ṧ¥ηт♄➸ẘα♥ℯ ℃ѺḺḎ

Cosmetics en concert à Limoges (Photographie © Sonia Marques)

Né en 2009 à Vancouver dans une relation de couple amoureuse et artistique, le groupe Cosmetics (initialement Softness, en référence à une chanson du groupe Dorothy, qui est une de leurs influences majeures, décline le mode binaire en toutes choses. Blanc/noir, garçon/fille, feu/glace, electro/disco, futura/retro - synthétique et minimale, la musique de Cosmetics joue avec ce qu'il faut de distance de la tension entre un érotisme trouble et la rigueur froide des machines.
Festival les femmes s'en mêlent

Aja Emma et Nic M.

Sleepwalking

Salut Vancouver ;.)

Par kiwaïda at 22:02

24/03/2015

ℒℯ﹩ ƒεμღ℮ṧ ṧ‷ℯη мêłℯᾔ⊥



Roniia, en concert à Limoges (Festival les Femmes s'en Mêlent) Photographies © Sonia Marques

Roniia : projet électro de l'américaine Nona Marie Invie. La chanteuse chantait dans son groupe, Dark Dark Dark. Sa voix, ses textes introspectifs... À présent, voici Roniia... Ballades denses, basses profondes et voix douce dans l'électro dark de Mark McGee (Father You See Queen) et Fletcher Barnhill (Joint Custody).
Chanter au milieu de nul part, tout n'est pas perdu. Je ré-écoutais mes démos de Kate Bush, sans me douter que
Nona Marie Invie s'y poserait aussi un peu. Des louanges aux abandons, sauvages mémoires de filles.

Le festival Les Femmes s'en Mêlent # 18
Le festival Les Femmes S'en Mêlent célèbre la scène féminine indépendante depuis maintenant 16 ans. A sa naissance en 1997, il ne s'agissait alors que d'un unique concert parisien, le 08 mars, journée internationale de la femme. Gardant cette même idée de départ mais s’affranchissant de cette journée de célébration, les Femmes S'en Mêlent s'étend désormais dans toute la France et sur plusieurs soirées à Paris et Grenoble. Porté avec passion et curiosité, reconnu pour son éclectisme et son exigence, le festival met en avant des artistes innovantes, téméraires, affranchies et profondément singulières. Prenant appui sur une scène féminine de plus en plus riche et variée, il s'est développé au fil des années pour devenir un rendez-vous européen incontournable. Tirant partie de sa renommée il accueille de nombreuses artistes internationales et fait la part belle à la découverte et à l’émergence de nouveaux talents. Les Femmes S'en Mêlent, hormis ce subtil jeu de mots dénotant avec un certain plaisir la présence de plus en plus importante des femmes dans la musique ; est un festival militant, solidaire, défricheur et indispensable.

En témoignent les passages, dans les éditions passées, de Feist, Cat Power, Emilie Simon, Camille, CSS, MIA, Yelle, Regina Spektor, Daphné, Ebony Bones, Austra, Christine & The Queens… à leurs débuts anonymes, avec la réussite qu’on leur connaît depuis. D’autres artistes, confirmées celles-là, s’y sont produites. Ainsi Kim Gordon (Sonic Youth), Maria McKee (Lone Justice), Brigitte Fontaine, etc.


Nona Marie Invie: I grew up reading feminist authors and participating more in women’s rights groups and actions. Women that I met in high school and college encouraged me to become an independent woman reaching for my dreams. I wouldn’t be able to write if it weren’t for the poems of Gloria Anzaldua. And I probably never would have sang in front of anyone if I hadn’t started out singing Hole and Babes in Toyland covers. I think a lot about women who have worked hard for their success in music and beyond and they inspire me to keep working harder and writing better songs. Kate Bush is an example of an amazing woman who started writing early and was able to keep control over her career, even when tempted with a big label deal. And women like Chan Marshall and Mary J. Blige are examples of women who have overcome addiction and still make amazing records. I am always searching for female role models who are working hard and leading healthy, sustainable lives. I usually look to my friends who tour without abusing drugs and alcohol for support. But it is hard for me to find accessible role models for the way that I want to live as a touring musician.

(...)
I’ve noticed that I am often the only woman performing at show out of all the bands. I wonder if other people notice this; if this changes the way they watch our band and other bands. I usually have the most fun watching other women sing and play music. Most of my closest musicians friends and muses are women. Women are magical. It’s true. Sometimes it feels powerful and important to be the only woman singing at a show. If I wasn’t there it would just be a bunch of guys on stage. When I first started going to shows it always bothered me when there were no women performing. I found those shows to be boring. I found myself seeking out bands with more women in them. Now I put pressure on myself to sing and perform better because it feels like people might be paying more attention, or paying attention in a different way to our music.  I know that my voice and music stands out amidst all of the male voices.

Par kiwaïda at 19:25

17/03/2015

ḉ@♥ℯ ℯϰ☺тїⓠüε

Koudlam au Confort Moderne à Poitiers (Photographie © Sonia Marques)

Un cri d'espoir métal mélancolique
Cave et mélodies du retrait
Dans des raies de lumière
Galaxie profonde

L'esthétique de l'anti performance s'accueille avec réjouissance
Peu de cases attendues, peu de promotion
Quelques élites du hasard venues, quelques hasardeux déchus pour une étoile sans préméditation
Quasi drone, bateau ivre dans une mer abîmée et très sereine

Les déroutes arrivent à bon port, en écoutant Koudlam, percer dans le noir, une douce euphorie arrivée lentement
S'écarter des sentiers et balises des réseaux, chercher en pleine nuit l'extase de nos papilles, enfin clémentes

Disparus quelque part, sans aucun vacarme

Fusées chromes

Hallucinations, désinvoltures, polychromie byzantine, la grande notre dame, coupole mystique, arcades orientales, tatouages des croisades, vestiges de peintures, motifs, transe, techno hardcore, rʼnʼb, post-punk, world, exotique

À nos palmiers

Koudlam au Confort Moderne à Poitiers (Photographie © Sonia Marques)

Un cri d'espoir métal mélancolique  (Photographie © Sonia Marques)

Dans des raies de lumière (Photographie © Sonia Marques)

Esthétique de l'anti performance (Photographie © Sonia Marques)

Galaxie profonde  (Photographie © Sonia Marques)

Fusées chromes  (Photographie © Sonia Marques)

Polychromie byzantine (Photographie © Sonia Marques)

Tatouages des croisades (Photographie © Sonia Marques)

Bateau ivre dans une mer abîmée et très sereine (Photographie © Sonia Marques)

Arcades orientales (Photographie © Sonia Marques)

Hasardeux déchus pour une étoile sans préméditation (Photographie © Sonia Marques)

Koudlam au Confort Moderne à Poitiers (Photographie © Sonia Marques)

Par kiwaïda at 23:58

08/02/2015

ᕮᘐ૪ᖰ♈ᓮᗩﬡ ℱᗩﬡ♈ᗩᓰᔕᓮᗴ

Vincent Peirani et Émile Parisien au CC J.Gagnant à Limoges (Photographie © Sonia Marques)

Accordéoniste et saxophoniste brillantissimes. Merci.

+ d'info (interview)

Vincent Peirani et Émile Parisien au CC J.Gagnant à Limoges (Photographie © Sonia Marques)

Par kiwaïda at 20:51

18/10/2014

ℬ@ḉк ⊥☺ ϟḉн◎◎ʟ

Bean attends a still-life art class and it was then instruct by the French-speaking teacher to draw a bowl of fruit. Bean did not realize that he draws two circles in between the banana, only to realized that he draw a nude woman. Bean is shocked and appalled, not realizing that the bowl of fruit was been replaced to a nude woman. The teacher confronts Bean for drawing the wrong object instead of a nude woman and he being insisted to draw a full body of a nude woman. Before he draw the woman, he makes some clay pots, while he is not in the seat, the boy, who is covered by blue chemical powder in his entire body, and his mother arrive inside the room to find him who is responsible in laboratory explosion, but the boy did not find him then they walk out. After Bean finishes making clay pots, he put it on her chest, allowing him to draw her without embarrassment. The teacher once again confronts Bean for drawing the wrong object again, suddenly realize that the woman's chest is covered in a clay. Bean submits the drawing to her and walks out the class.

Back to school : Magnifique BANANA !


Concentration (Photographie © Sonia Marques)

Était annoncée Molly Nilsson à Limoges ! :

Au programme de cet apéro-concert ce soir à partir de 19 heures au Phare ... de la Dream Pop. Molly Nilsson, artiste suédoise expatriée à Berlin traîne sa voix grave et sa mélancolie sans fond à travers le monde, chantant la mort, l’amour blessé et la solitude des villes traversées. Un concert sans fioriture mais intense à voir ce soir. N'hésitez pas à cliquer pour découvrir le clip de Molly Nilsson "Dear Life"

Video by Chris Filippini and Molly Nilsson. Starring Tómas Lermarquis (here an article I wrote from the film η☺ï @ℓ♭ḯη◎ï)
On my soundcloud, I classified there some time ago the power ballad
Delicious time, thank you my lover <3

Lover Noï Albinoï & Nougat & work in progress & Nougatine (Photographies © Sonia Marques)

Par kiwaïda at 19:23

16/08/2014

☮η ⊥ℌ℮ ґøα∂

For the road ;.)

Par kiwaïda at 23:06

08/07/2014

♭ʟυε ḟ☺ґε♥ℯя

Everybody move & blue sky (Photos © Sonia Marques & lover)

Par kiwaïda at 01:10

23/06/2014

м@яḉH℮я ℓα ḟêтℯ

Ici le solstice d'été, la nuit la plus longue, les rencontres... Le parler des pas perdus...

Un beau coffre, si jeune et un banjo (Photographie © Sonia Marques)

M A R C H E R
Le parler des pas perdus...

Marcher, c'est manquer de lieu. C’est le procès indéfini d’être absent et en quête d’un propre. L’errance que multiplie et rassemble la ville en fait une immense expérience sociale de la privation de lieu – une expérience, il est vrai, effritée en déportations innombrables et infimes (déplacements et marches), compensée par les relations et les croisements de ces exodes qui font entrelacs, créant un tissu urbain, et placée sous le signe de ce qui devrait être, enfin, le lieu, mais n’est qu’un nom, la Ville.
(Michel de Certeau, L’invention du quotidien -1980)

Les transgressifs, Fumer tue (Photographie © Sonia Marques)

Trois fonctionnements distincts des relations entre pratiques spatiales et pratiques signifiantes :

le croyable – ce qui « autorise » (ou rend possibles ou croyables) les appropriations spatiales ; les noms propres rendent habitable ou croyable le lieu qu’ils vêtent d’un mot , ils sont des « autorités locales », des « superstitions »
le mémorable – ce qui s’y répète (ou s’y rappelle) d’une mémoire silencieuse et repliée ; les noms propres rappellent ou évoquent les fantômes qui bougent encore, tapis dans les gestes et les corps en marche ; « le mémorable est ce qui peut être rêvé du lieu » ; il n’y a de lieu que hantée par des esprits multiples
le primitif ce qui s’y trouve structuré et ne cesse d’être signé par une origine en-fantine (infans) ; les noms propres créent dans le lieu même cette érosion ou non-lieu qu’y creuse la loi de l’autre.

(Michel de Certeau)

Du flamenco et de la rumba, transgressifs aussi dans un conseil régional so chic (Photographie © Sonia Marques)

Zizi Coincoin (Photographie © Sonia Marques)

Sous les arbres, plus de programme, sombres les lumières de l'Afrique chaude (Photographie © Sonia Marques)
Combien de fêtes de la musique, combien de marches, combien de bruits, combien de rencontres avec différentes cultures ou bien retrouvailles
Combien d'amours et de premières fois, combien de déambulations, sans programmes, des surprises, des danses, des rythmes, du recueillement
Combien d'esprits, d'amnésies, d'hippocampes, de punks, d'histoires racontées, de chuchotements, de prières, de marches à deux, à cinq, à vingt
Combien de villes, de campagnes, de chambres, d'hôtels, de caravanes, de sols foulés, de cadavres exquis, d'esprits rencontrés et aimés

À mes côtés, ils se souviennent, je me souviens à tes côtés. Combien mais seulement toi.

Les anges de l'histoire, les voûtes célestes ont des oreilles (Photographie © Sonia Marques)

Ton inspiration, ta compagnie.

Surprises tapissées (Photographie © Sonia Marques)

Ces fêtes déambulatoires ne sont-elles pas celles des guides, des accompagnants, de celles et ceux avec qui on aime passer toute la nuit, écouter en leur compagnie, regarder les étoiles... au diable les machines à exclusion, les cabales ! Tant de fourmis et de fourmilières...
Dédicace au Tapir des liaisons dangereuses, l'électropunk des années 1981

Par kiwaïda at 00:56

21/05/2014

Шḯ⊥♄☺ü⊥ У◎ü ♏¥ ℒ☤ḟℯ Ш◎υʟⅾ ฿ℯ ฿øґїᾔℊ

tout corrobore avec mes articles précédents

Par kiwaïda at 19:15

10/05/2014

øяℊüℯ

Retrato (Photographie © Sonia Marques)

Par kiwaïda at 19:50

07/05/2014

JÅℤℤ

Rythme en 7 (Photographie © Sonia Marques)

Logo du site de Dimitar Bodurov

Hasard : Trouver un endroit pour grignoter un sandwich... Il est déjà tard l'après-midi, tomber sur un théâtre derrière une friche, sur l'ardoise noire un concert est inscrit à la craie blanche pour le soir : Bodurov trio seven stamps (jazz) 20H30. C'est bon, on peut venir prendre des places à 20H.

Chance : Le trio devait jouer au château de La Borie, dans le lieu de création pour la musique des arts et du son en limousin et problème d'organisation, plus de place. Le théâtre Expression 7 à Limoges accueille le Trio seven, le 7 mai, qui nous fait découvrir le folklore bulgare sur le travail du rythme en 7. Il faut avoir 7 ans et savoir guider le hasard, car il ne rencontre pas la chance tout seul. Une découverte exotique et chic pour des oreilles veloutées.

Dimitar Bodurov > piano /
Mihail Ivanov > contrebasse /
Jens Dueppe > batterie
Trois chats sophistiqués et élégants. Chacun excelle dans sa partie, tous s'initiant à l'autre en se mêlant intimement aux onomatopées sonores des cordes, des cymbales, de l'air, se connaissant depuis 10 ans, nous arrivant de Cologne, direct à Limoges, repartant pour l'Allemagne et Cologne, La Hollande à Utrecht, Tulcea en Roumanie, La Bulgarie, Berlin, Amsterdam... Un jeu joyeux, vif, excitant, fin, très subtil, complexe, des myriades de tons débridés, une contrebasse se transforme orientale, une batterie taquine et étincelante, un piano en cavale. Expérimentaux, ils touchent leurs cordes et tapent sur les caisses, avec délicatesse, imposent le silence humblement. Bel acoustique, belles personnes. Thank you !
Bulgarian pianist/composer /producer Dimitar Bodurov has resided in The Netherlands in 2000 and has already established artistic presence. Having both firm classical and jazz background Bodurov has received recognition with utilizing Bulgarian folklore. His musical scope omits the necessity of commitment to a particular style or genre but rather search for possible correlation of musical ideas.

Par kiwaïda at 23:00

10/01/2014

ᔕᗩᒪ⋒♈ à ♈ᗢᓰ

Par kiwaïda at 09:44

18/11/2013

ᖇᗩᖲᓮᖺ ᗩᕊᗢᘮ-Ḱᖺᗩᒪᓮᒪ

Rabih Abou-Khalil, Photographie de Sonia Marques lors du concert à Limoges

Le froid est arrivé et en même temps une chaleur, car si les temps sont différents, le froid de l'hiver, et la chaleur des sensations (couleurs, musiques, cuisines, liens affectueux) les contrastes peuvent cohabiter, dans le même jardin.
Accueillir, cueillir, cultiver le silence.

Un nouveau concert, de nouvelles joies et retrouvailles : Rabih Abou-Khalil, le musicien d'origine libanaise, est venu à Limoges et nous sommes partis à sa rencontre. Dans mes bagages d'adolescente, des disques musicaux que j'écoutais, mon Blue Camel, daté de 1992, et plus récent, Em português, daté de 2008. Revivre les sons, les cultures, qui m'ont accompagnés, dans des lieux différents et à des moments très différents de mon parcours en voyage.

Pour Em português :

« Em Português » (qui signifie tout simplement « en portuguais ») est un album différent dans la carrière de Rabih Abou-Khalil. Après avoir enregistré avec des musiciens traditionnels arabes, des quatuors à cordes classiques, après avoir écrit des pièces pour des ensembles symphoniques en Allemagne (l'Ensemble Modern) et en Angleterre (le BBC Orchestra), il a décidé de partir au Portugal pour s'imprégner de la poésie du fado et travailler avec un jeune fadiste de Lisbonne âgé de 26 ans. A l'écoute de cette nouvelle aventure musicale, on ne peut qu'être conquis : les compositions du Libanais et son oud forment un véritable écrin pour ses musiciens : l' Italien Luciano Biondini et son accordéon sensuel, l'Américain Jarrod Cagwin et ses percussions soyeuses, le Français Michel Godard que l'on retrouve avec son tuba et son serpent tellement évocateurs. Et puis il y a la voix de Ricardo Ribeiro, qui s'inscrit parfaitement dans cette musique qui est pour lui à la fois familière et nouvelle... Ce n'est pas la première fois que Rabih Abou-Khalil enregistre avec un chanteur. Mais là, quel chanteur ! Avec les intonations propres à la langue portugaise et son timbre de velours, il rentre parfaitement dans les arabesques mélodiques et les rythmes complexes de la musique, rentrant par là même dans le club des musiciens du monde qui sont suffisamment intelligents pour dépasser leurs racines et les transcender. Album trans-culturel très symbolique des fusions de haut niveau rendues possibles aujourd'hui, « Em Português », avec ses douze morceaux en forme de mélopées extatiques, va sans nul doute devenir un classique, et il restera comme une pierre blanche dans le jardin musical de Rabih Abou- Khalil.

Pour Blue Camel :

Dès la première écoute de Blue Camel, on entre instantanément dans les méandres d'un swing tranquille et coloré. Aux côtés du compositeur libanais Rabih Abou Khalil, virtuose du oud (luth arabe), se rencontrent le saxophoniste Charlie Mariano, le trompettiste Kenny Wheeler, le bassiste Steve Swallow et les percussionnistes Milton Cardona, Nabil Khaiat et Ramesh Shotham. Autant d'excellents musiciens qui nous font visiter, à travers une osmose sensuelle et profonde, des rythmes purement jazz à des escapades orientales envoûtantes. Transe sereine, recherche acoustique brillante, rencontre charismatique de musiciens d'horizons différents, Blue Camel est un album indispensable du jazz fusion et de la world actuelle.

Le jaune (photographie © Sonia Marques)

Pour ce concert à Limoges, son arrivée était annoncée ainsi :

Maître du oud mais aussi compositeur de jazz, Rabih Abou-Khalil est l’une des figures marquantes de la scène jazz internationale de ces dix dernières années. Au-delà des clivages de la culture musicale arabo-orientale dont il est issu ou de la culture occidentale dans laquelle il évolue, il créé son propre style, où l’essence orientale épouse naturellement l’improvisation jazz et où le jazz se fond dans les volutes du oud. Dans ce quintet méditerranéen, entouré de musiciens de toutes origines – des compagnons de longue date –, le libanais Rabih Abou-Khalil s’est imposé comme un passeur de culture. C’est un véritable poète de l’entre-deux mondes, inventant de nouvelles passerelles enchantées entre les multiples traditions musicales du monde arabe, les diverses musiques populaires et folkloriques d’Occident, le jazz américain et la musique improvisée européenne.

Il nous a fait écouter ses dernières créations, avec son album, de 2012, Hungry people. Dans la salle pleine d'un théâtre, il nous faisait partager ses réflexions entre chaque composition, avec beaucoup d'humour. Sa musique tournée vers le métissage et celui des mots, ses réflexions justes et très personnelles apportaient des touches audacieuses dans un climat tendu, où l'on se tait plus qu'on ne s'engage. Par exemple, le titre de ses plages sonores :

"Fish And Chips And Mushy Peas", pour parler de la cuisine anglaise, "Shaving Is Boring, Waxing Is Painful" pour parler de la paix dans le monde, il décide de parler de l'épilation... Plus grave, lors de ses voyages en pays de guerre : "Dreams Of A Dying CIty" ou de rupture amoureuse : "If You Should Leave Me", il dit à son amoureuse, si tu me quittes il faudra que je trouve une autre femme et c'est beaucoup trop de travail... Ou encore le savoureux "Banker's Banquet", qu'il introduit en parlant d'une chose qu'on ne parle pas, les banquiers qui ont beaucoup à manger...

Quelques dédicaces plus tard et me voici dans un jardin rempli de kakis et de notes dorées, jaune orangées. Pas de hasard, c'est un fruit qui a beaucoup voyagé, originaire de l'Est de la Chine et fruit national du Japon et de la Corée, on le cultive aussi au Brésil, au Viêt Nam, à Taïwan, au Liban, en Iran, en Israël, en Italie, en Espagne, aux États-Unis, dans le Midi de la France et en Corse, ainsi qu'en Afrique du Nord — plus précisément en Algérie et en Tunisie. Il est délicieux et l'hiver ils sont ici presque mûrs.

L'oiseau (photographie © Sonia Marques)

Rabou abou kabou, est le nom qu'à donné Rabih Abou-Khalil à l'une de ses compositions. Car, nous dit-il, il a vécu en Allemagne, et recevait un nombre de courriers adressés à son nom, dont celui-ci était souvent déformé. Il travaillait sur une composition et ne sachant pas quel nom lui accorder, il reçu une enveloppe à son nom et il était écrit : Rabou abou kabou ! Il a décidé d'opter pour ce nom, pour sa musique. J'aime cet humour et cette délicatesse pour parler de choses plus graves. Et ces choses, nous les pensons ou pas ensuite, libres à nous de réfléchir comme une flèche lancée dans le ciel, qui éclaire quelques zones d'ombres, celles que j'ai observées à distance.

Rabou abou cabou est presqu'enfantin, et sa reprise par le musicien devient poétique, c'est un petit bout, un nouveau jeu musical sur les mots, comme toucher trois bosses ou gravir trois montagnes d'une même chaîne. Le retournement est une pirouette, quand bien même nous savons le nom des étrangers rognés ou utilisés. Le nom est une figure et il y a plein de façon de défigurer un nom. Parfois c'est en l'utilisant pour faire "figuration", sans prévenir la personne qui porte ce nom, pour l'associer à des protocoles qu'elle ignore, soit en répétant sans arrêt la même faute au nom, volontairement, afin d'insister sur l'exclusion d'un étranger, soit il devient un signe étranger, plutôt qu'une richesse de plus, et il faut alors justifier sa culture, son métier, sans cesse, ses passions, ses amours, soit de l'associer à un fruit, comme nous l'avons vu ces dernières semaines, dans notre pays. Un fruit qui serait associé à une couleur de peau et à un animal, nous rappelant avec effroi, le peu de poésie, de culture et de voyage, certaines personnes xénophobes, peuvent faire preuve, et en attaquant les seules personnes qui élèvent leur voix, justement contre les extrémismes. Je pense à Christiane Taubira, notre ministre de la justice, femme politique française et dont un article de l'écrivaine Virginie Despentes, soutient la belle et haute voix. Chacun de nous, à chaque niveau, nous rencontrons des attaques, sommes témoins des boucs émissaires, des défigurations de nos beaux noms, mais également, nous entendons de belles et hautes voix, à d'autres altitudes surement.

Je pensais aux kakis, je pensais aux voyages dont nous sommes issus, aux rencontres, aux musiques qui nous ont accompagnés, à l'humour, aux mets partagés, et malgré les conflits, à l'enseignement des changements de notre société, des relations avec nos familles immigrées, nos familles amies, les enfants que nous engageons sur nos pas, les étudiants qui souhaitent un renouveau, et je me disais que nos jardins étaient riches, nous devions nous en préoccuper, et consolider les liens qui les ont vu naître, faire apparaître de nouveaux fruits, inattendus, de couleurs différentes. Ne pas hésiter à élever nos voix métisses afin de protéger nos familles et leurs enfants.

Le kaki & l'oiseau (photographie © Sonia Marques & JD)

Rabih Abou-Khalil était quelques jours auparavant à Paris et on écrivait depuis ceci :

C'est sous un triste ciel pluvieux que le musicien Rabih Abou-Khalil est venu défendre mardi soir son dernier album Hungry People, premier disque signé sur le label World Village après plus de deux décennies sur le label munichois Enja Records. A charge pour le jovial libanais et sa formation de réchauffer le cœur du public parisien refroidi par cette météo automnale. Bilan de la soirée : mission accomplie, haut la main.

Rabih Abou-Khalil quintet
Rabih Abou-Khalil (Oud)
Luciano Biondini (Accordéon)
Jarrod Cagwin (Batterie et percussions)
Michel Godard (Tuba, Basse électrique)
Gavino Murgia (Saxophone,Voix)

De même, mission accomplie en limousin. Son dernier opus discographique "Songs for sad women" est un hommage poignant aux femmes et mères libanaises affectées par la guerre au Liban, fruit de la précieuse rencontre avec le musicien arménien Gevorg Dabagian, maître du duduk en son pays. La recherche d’un dire universel. C’est bien de cela dont il s’agit dans cet album comme dans les précédents albums d’Abou-Khalil, qui s’appuie ici sur la recherche rythmique et sur l’exploration des sonorités modales, par delà les cultures et les traditions, par delà les conflits. Cet album est un message de paix et hommage à la terre natale en guerre. Rabih Abou-Khalil a grandi dans le Beyrouth cosmopolite des années soixante et soixante-dix où il a appris le oud auprès de Georges Farah. En 1978, année de la guerre civile, il quitte le Liban pour Munich, où il étudiera la flûte à l’Académie de musique de la ville. Il a multiplié depuis les rencontres et les échanges avec des musiciens de tous horizons. Rabih Abou-Khalil est un passeur, un poète humaniste

Le bouleau (photographie © Sonia Marques & JD)

Par kiwaïda at 17:03

16/11/2013

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Photographie de Sonia Marques pendant le concert d'Atom ™
Atom ™ est venu faire un concert à Limoges ! C'était annoncé ainsi :

CULTE ! Musicien prolifique, auteur de plus d’une centaine d’albums et de singles, Uwe Schmidt, mieux connu chez certains sous le nom d’Atom™ ou Señor Coconut, ou enore cFlanger, est un artiste à part sur la scène électronique actuelle. Sa productivité sans faille, sa capacité à se grimer derrière de nombreux pseudonymes (pas moins d'une centaine), son talent inouï pour passer du pastiche à l’expérimentation, font de cet Allemand l’un des piliers les plus symptomatiques de la culture électronique.




Photographie de Sonia Marques pendant le concert d'Atom ™
C'était incroyable ! De l'électronique à Limoges, rare et avec ses visuels, bref la classe, la claque ! Des souvenirs, des cultures, une habilité, une sysnesthésie visuelle et musicale, un set mené avec brio ! De son nouvel album "HD", Atom ™, nous a présenté un live époustouflant de liberté.

Uwe Schmidt : Incroyable productivité, stakhanoviste, un talent hors norme, avec de multiples illustrations à son actif, du jazz d'avant-garde, au hip hop latino, exotisme, easy-listening, recherche électronique expérimentale, minimaliste, revisitant les classiques du groupe Krafwerk, aussi latino, cha-cha-cha, bossa, samba, complètement sensuel et chaud, puis froid et bombe, mais aussi des variations sur des thèmes pops. Les Dj amateurs éclairés ont suivi cette figure underground, années 90 et 2000. Mon ami a retrouvé ses disques, ses acids, et commandé ses footballeurs en chocolats. Moi je suis tombée par hasard sur un flyer dans l'école où j'enseigne, sur une table où s'étalaient des papiers de sécurité sociales ou de Musée de porcelaine. Quand j'ai vu ce flyer... Nous sommes partis. Et pas un seul étudiant présent. Pourtant il y avait de quoi décommander tous les programmes scolaires et en faire un workshop avec toutes celles et ceux qui ont envie de voyager et de créer. Incroyable, rarissime, connaisseurs, nous étions les fans et sommes devenus les privilégiés de ce show visuel. Le lendemain il partait pour son concert à Nantes au Lieu Unique. À l'heure où j'écris cet article, il est au Portugal, à Braga, au Theatro Circo. Malin, autant en France il a enchaîné chaque jour une ville, autant au Portugal, il s'est réservé du temps... Je pronostique : sans doute pour visiter le pays, allemand érudit de la culture lusophone. Il est des semaines où j'aurai préféré suivre sa tournée. Je suis restée concentrée sur mes cours, avec professionnalisme, stimulée par ces sons venus fouler mon quotidien en pleine semaine, le chahuter un peu.

Nous avions un faible pour "14 Footballers In Milkchocolate", de 2001, et en particulier pour "Florianopoly (Phony)", avec lequel, nous sommes allés le voir dans sa loge, le féliciter pour ce concert...  Je me suis sentie très proche de la culture de cet album et des samples utilisés de la bossa-nova, des Jobim, Joao Gilberto, métissés à l'électronique d'une audace et d'un humour jubilatoires. Comme ses petits chocolats en couverture de l'album, le jeu sportif des grands noms de la culture brésilienne, versus polyphonique, nous rend complètement gaga, gogo, sautillants comme des gamins au plaisir de faire quelques vocalises polissonnes avec nos voix, à la florianopoly.


Photographie de Sonia Marques pendant le concert d'Atom ™
Parfaite figure de l'avatar, Uwe Schmidt s'insurge contre le culte de la personnalité en brouillant les pistes. Il parait qu'il a environ 50 noms d'emprunt différents. Qui peut mieux représenter notre culture contemporaine ? Il rassemble plusieurs cultures et voyages, son érudition nous porte loin et bouscule nos affinités électroniques. Né en 1968, c'est un jeune homme que l'on voit jouer et qui cache bien ses milles et une nuits. Comment un coconut devient un autobahn en un geste, un déhanché, un échantillon sonore ?

Les débuts :

Originaire de Francfort, Uwe Schmidt réalise ses premières activités musicales en 1985 en tant que batteur et programmeur autodidacte. L'année suivante, il fonde un label de cassettes audio spécialisé en musique électronique où il publie ses premiers enregistrements. En 1988, paraît son premier vinyle sous le nom de Lassigue Bendthaus et, en 1990, son premier CD. Voulant s'autogérer, Schmidt fonde son propre label, Rather Interesting, en 1994 et publie jusqu'à un album par mois, à des tirages extrêmement confidentiels (souvent 500 ou 1000 copies). 1997 est l'année qui marque un grand tournant dans sa carrière puisqu'il quitte définitivement Francfort pour s'installer à Santiago du Chili où il s'affranchit de l'influence de la musique européenne tout en découvrant l'importance de la musique d'Amérique Latine qui va dès lors, complètement bouleverser son travail. Les rythmiques latines, la samba, le cha-cha-cha, le mambo, la bossa intègrent depuis grand nombre de ses productions électroniques concassées, notamment sur le projet Senor Coconut.

C'est un musicien qui procède beaucoup par échantillonnage – sample –, il est à ce propos fondateur du MACOS (Movement against the copyrighting of samples) dont chaque musicien-membre peut allègrement sampler des disques d'autres adhérents sans avoir à payer de droits. Son site Internet, Atom, me rappelle les premiers films verts en ASCII de l'artiste slovène Vuk Cosik, qui s'est proclamé l'inventeur du net art.




Photographies de Sonia Marques pendant le concert d'Atom ™
D'après sa biographie, depuis 2009, avec son label "Rather Interesting",Schmidt traite toute la direction artistique, la plupart des illustrations d'album et la conception du design. De 2007 jusqu'en 2010, il collabore avec le compositeur japonais Masaki Sakamoto, et produit l'album "Alien Symphony" et la version modifiée en ligne de celui-ci, appelée "Meteor Shower" qui a été publié en 2010. La même année il a un mini-rôle dans le film mexicain "Orol". À la fin de 2010, une courte tournée sud-américaine, il joue avec le projet "Sr. Coconut". Les sons joués en live cette semaine à Limoges viennent de son nouvel album "HD". L'album a été terminé au cours du deuxième semestre 2012, et mixé au cours de Janvier 2013. La sortie de "HD" a ensuite été prévue pour Mars 2013. Au milieu de sa production "HD", la nouvelle de la mort de Pete Namlook (il y a un an, il avait 51 ans, producteur et figure influente de l'ambient des années 90) a porté un coup terrible pour Atom. Quelques mois plus tard, comme une conséquence de la disparition de Namlook, le label Rather Interesting, fort de la collaboration de Pete et Atom depuis 1994, s'est terminé.


Photographies de Sonia Marques pendant le concert d'Atom ™
J'ai beaucoup apprécié ses visuels. Aussi bien ceux qui nous ravivent dans nos cultures de la démo, avec des perspectives saccadées à couper le souffle, minimalistes et bruitistes, que ceux avec des morceaux de vidéos et de clip glitchées et en miroir. Ces résonances visuelles sont chatoyantes et rassemblent les gourmets de la couleur, des collages, des trames et des espaces futuristes. En même temps, il y avait une scène, une animation très subtile dans les transparences et l'effet de l'horloge qui tourne, qui me faisait penser aux images des années 20, des premiers pas vers le décor et la danse. Son clin d'oeil avec des films de bombes nucléaires, sublimes images terrifiantes avec le son, laissait le public de glace, tandis que ces scènes, véritables couchers de soleil orangés, dégradés, de dégradation de l'image et des sens, pouvait réchauffer la petite planète limougeaude. Apocalyptique.

Comme il nous confia, bien que sophistiquée telle que nous la réceptionnions, la réalisation est primitive. J'ai bien aimé ce mot et ce rapport à la machine (primitif) Comme une phrase répétée dans l'un de ses morceaux : "Ich bin meine machine". Il a conçu ses propres outils, ses styles différents au gré de ses pseudonymes, lui permettant de switcher et de ses réinventer sans arrêt. Une production jouissive et un musicien derrière, discret.
Comme il nous le dédicace : GRACIAS ! DANKE !



Photographies de Sonia Marques pendant le concert d'Atom ™

Par kiwaïda at 18:08

28/10/2013

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Laurie Anderson et Lou Reed à Coney Island, New York, 1995 / d'après la photographie d'Annie Leibovitz

  

Il n'y a pas si longtemps...

Lou Reed (Photographie © Timothy Greenfield-Sanders)

Par kiwaïda at 14:58

24/10/2013

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Par kiwaïda at 22:57

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