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Tag - Fotografías

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mercredi 11 novembre 2020

Ḻα ℳα∂☺ηᾔ@ ḉ◎ʟ ℬ@ღ♭їηø 

Fotografías © Sónia Marquès & querido / La vierge à l'enfant

Descobrir novas mulheres artistas, que já não são deste mundo, e pouco reconhecidas, emociona-nos muito. Poderiam estar novamente expostas, e ninguém saberá que nasceram há muito tempo, num tempo em que nem a Internet nem o telemóvel eram tão importantes como hoje. No fundo, não importa os novos meios de comunicação. O que estamos a redescobrir hoje com alegria, confinados mesmo, é uma espécie de eternidade, e a Internet dá-nos acesso, a nós, pobres, a percursos tão diferentes. Quando ensinava, fazia um grande esforço para devolver as obras de mulheres artistas a estudantes que não conheciam nada. Hoje, longe das escolas de arte, faço exatamente o mesmo, exceto que me dirijo a um maior número de pessoas, que nunca frequentaram escolas de arte, ou, que nunca foram para uma escola de arte, e que nunca vão. Finalmente, que melhor prenda recebi lá. Ter sido excluída do ensino, privado de poder fazer o meu trabalho, é compreender que não é às más direções de escola de arte que se retira a arte de amar ensinar. Nunca. Não é assim que se consegue formar jovens e adultos na abertura, nunca é através da exclusão. Não há nenhum privilégio em amar a expressão artística. Nem a ser artista, nem a amar artistas, nem a amar arte, nem a amar a educação artística. Não é um privilégio, é uma forma de olhar o mundo com grande sensibilidade e acolher com simpatia o que é diferente.

Fotografía © Sónia Marquès (A Igreja de São Roque em Lisboa)

ʊмα ƒ@мíʟḯ@ @ґтí﹩тї¢A

lundi 21 septembre 2020

Ѻʊ⊥øᾔ◎

Já é Outono !

"Outono é outra primavera; cada folha uma flor." (Albert Camus)


Fotografías © Sónia Marquès e querido










































Eugène Alluaud : La creuse à Crozant - 1925 (Musée des Beaux Arts de Limoges)



Fotografías © Sónia Marquès

dimanche 30 août 2020

@Lмα

Fotografías © Sónia Marquès, e poema...

A ALMA E O SAL

Comecei de imediato a sonhar com o mar, com o murmúrio manso das ondas de Setembro, comecei a sonhar com a maravilhosa liberdade do mar, o rumor do mar, o mugido das rochas cobertas de lapas, de mexilhões, de conchas, quando a maré desce...

Sentimentos contraditórios,

O ser humano é percorrido por emoções opostas, de uma sensibilidade rica e generosa, ele pode partir para a guerra e capaz de piores atrocidades...

Por que as pessoas procuram o mal e machucam outras que não conhecem e nunca conhecerão ?

Porque há frustrações profundas e por vezes uma cegueira profunda: não sentir, não ter emoção, não reconhecer as paisagens

Confundir as imagens com o que sentimos perante as ilusões, do que pensávamos ver e saber, o ser humano engana-se no caminho, e às vezes por muito tempo, talvez para sempre...

No espelho dos pássaros
Reconhecer as paisagens não é apenas vê-las
Comecei de imediato a sonhar com as ondas de Setembro

É ninguém é ninguém, eu também sou pessoa
Não sou nada
Nunca serei nada
Não posso querer ser nada
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo

O valor das coisas não esta no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesqueciveis, coisas inexplicaveis e pessoas incomparaveis
(FP)

A vida
A vida de todo ser humano é um caminho em direção a si mesmo, a tentativa de um caminho, o seguir de um simples rastro. Homem algum chegou a ser completamente ele mesmo; mas todos aspiram a sê-lo, obscuramente alguns, outros mais claramente, cada qual como pode. Todos levam consigo, até o fim, viscosidade e casas de ovo de um mundo primitivo. Há os que não chegam jamais a ser homens, e continuam sendo rãs, esquilos ou formigas. Outros são homens da cintura para cima e peixes da cintura para baixo. Mas cada um deles é um impulso em direção ao ser.
(HH)

Homem ? E mulheres...


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Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu.
(FP)


Cada momento mudei...


Fotografías © Sónia Marquès, e poema...