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mercredi 27 février 2019

ᴉʇʇnzɹǝɅ ɐʞᴉɹƎ








Dans le cadre de la troisième édition de « Mutations / Créations », le Centre Pompidou vous propose de découvrir pour la première fois en France une riche exposition consacrée à l’artiste brésilienne Erika Verzutti reconnue internationalement pour son œuvre autour du vivant. Principalement composé de sculptures, le travail de l'artiste, non dénué d’humour, est caractérisé par la sensualité de ses formes, la tactilité des matériaux et l'inclusion de détails inattendus. Réalité et fiction, naturel et artificiel sont autant de relations de dualité qui sous-tendent ses recherches. Une scénographie inédite a été imaginée en étroite collaboration avec l’artiste pour cette exposition. S’articulant autour d’une sculpture qui fait office de socle pour les autres œuvres, telle une arche de Noé, elle revient sur dix-huit années de création foisonnante.



Un peu par hasard, en passant devant la verrière transparente du centre Pompidou, sous un soleil éclatant traversant la salle d'exposition, je vois une installation étonnante. Je décide donc de privilégier une visite de cette salle d'exposition. C'est la brésilienne Érika Verzutti qui expose. J'ai beaucoup apprécié cette découverte. La lumière était limpide et donnait aux éléments exposés une animation toute particulière, ceux-ci déjà, habitant le lieu, et les visiteurs, aussi traversant que les rayons de soleil, invités à circuler entre les "choses", les bêtes, l'espèce de gros piano préhistorique (c'est mon interprétation) avec ses planètes à demi-sphériques posées dessus, ou ces morceaux de rues urbaines et ces colonnes infinies malicieuses. Entre ces pierres précieuses de roches ou ces familles ludiques, je voyais là une liberté assez joueuse de l'histoire de l'art qui la précède, sans en faire un plat, ni respecter bien des principes conceptuels. La couleur se pose partout même dans le mur d'exposition par des touches vives picturales intenses. Parfois je trouvais ses objets comme sortis d'une grotte, réalisés avec les matériaux récoltés sur le passage, à même la roche, ou dans les interstices des murs, tout de bronze et si jamais elle trouve des bananes, une papaye, ou des pavés, elle se raconte des histoires, dans lesquelles, oui, nous pouvons circuler. Le catalogue du centre n'est pas très bien réalisé (comme beaucoup de catalogues de Pompidou, hélas, format inadéquat, mise en page bâclée et iconographie pas bien prise en photo, bref, à ne pas acheter), ni l'article de la commissaire d'exposition très intéressant (Celle qui avait tant médis sur les femmes artistes, en compagnie de Bustamante et de Xavier Veilhan... s'est-elle repentie depuis ?) alors j'ai pris des photos et j'ai préféré lire les articles portugais.
















Extrait de "Um bicho de sete cabeças" (2016) de José Augusto Ribeiro

Para além de representar, as esculturas de Erika Verzutti dão forma
a sensações e fantasias – querem ser e fazer delícias e horrores...
Evocar um bicho, um monstro, aparentar-se com um objeto utilitário,
lúdico, ritualístico, incorporar à própria constituição física a moldagem
de frutas e legumes em bronze e concreto. Mas, ao fazê-lo, querem
revolver, combinar essas e outras coisas e matérias na construção de
unidades ativas, irresolúveis, que não se deixam apreender por uma
única identidade ou um significado só. Cada figura é uma e contém
diversas: num tripé de galhos de árvore, um avestruz; numa jaca, um
sólido com um desenho geométrico fatiado; e numa estrutura formada
por dois cocos e um cacho de bananas fundidos em metal, há uma
silhueta feminina e uma máscara africana. Ora, de início espanta
que a partir de poucas operações com elementos triviais essas peças
adquiram força sugestiva capaz de articular o que categorias, reinos
e classes separam nos domínios da arte, da natureza e da vida social.
Depois, são as experiências com pesos, consistências, texturas,
contornos, cores, brilhos e temperaturas que contribuem para a
indução de estímulos contraditórios e solicitam do observador um olhar
tátil, se possível gustativo, numa percepção quase sinestésica. O que
se desprende daí é tão composto quanto a própria obra: envolve humor,
beleza, erotismo, estranhamento e violência, a uma só vez. Para falar
de outra maneira, o trabalho é suculento e ácido e doce e amargo e
azedo, em vários sentidos.
Como realizações da libido, essas esculturas parecem também
cheias de vontades, e não é por acaso que assumem conformações
heterogêneas. Talvez nem seja exagero dizer que são dotadas de
comportamento, a julgar pela maleabilidade, movimentação e animação
interna que sugerem. Meio cambaleantes, meio desengonçadas,
adaptam chifres,
focinho, orelhas e pescoço compridos, forjam penas,
pelos, pintas, rabo, patas e genitália, casca, polpa, talo e caroço.
 Obtêm um caráter orgânico impetuoso e, numa estranha existência biológica,
insinuam estrelar um filme pornô, ser atração de parque temático,
dão pistas do ânimo para repousar na prateleira de uma estante, na
mesa de centro da sala, numa cozinha, ao ar livre, no museu. Usam as
ferramentas da educação artística, os pincéis, as tintas, a massa de
modelar, a espátula. Algumas têm pedestais próprios, outras refazem
um Pablo Picasso (1881-1973), uma Tarsila do Amaral (1886-1973), um
Constantin Brancusi (1876-1957), um Sergio Camargo (1930-1990)...
Umas vestem saia, outras maquiam-se, descansam, beijam e morrem.
Com a condição de que possam manter ainda, depois de tudo, as formas
frescas, tentativas e para sempre provisórias.
Esse vitalismo da produção de Erika Verzutti só podia surgir
mesmo de um desembaraço, uma desenvoltura que é por natureza
liberatória, tanto na lida com os materiais como nos modos de aparecer
em público. O trabalho não aspira a nenhum tipo de perfeição, e
o que nele parece primário não tem inocência, senão um tanto de
malícia. Fora as etapas de preparação do bronze e do concreto,
os procedimentos de formação das esculturas são elementares,
dispensam habilidades específicas. Consistem em justapor e empilhar
elementos, modelar formas simples, espichar as magricelas, tornear as
bojudas, espetar objetos ou imprimi-los em pedaços de argila. Tarefas
que requerem, se muito, a destreza de um aprendiz, um principiante.
Realizadas, porém, para tomar licenças, romper protocolos e
desautorizar as chamadas normas cultas; para abrir caminho à
coloquialidade e insolência de uma obra cuja linguagem opera em
desalinho com o suposto caráter edificante da cultura – seja aquela
de expressão sisuda e impostada, seja aquela atividade subsidiária
de benfeitorias, seja aquele passatempo mensageiro, do tipo que traz
ensinamentos “produtivos”.
Além de ambíguas, essas figuras são tortas, irregulares e
instáveis, aparentemente sujeitas a uma inversão. Seriam apenas
desajeitadas, não fossem a graciosidade e o garbo de suas posturas
Avestruz (2008), Henry (2008), Painted lady (2011) e Romana (2011)
são exemplos disso. A maioria dos trabalhos tem origem na montagem
precária de seus componentes, com equilíbrios frágeis e apoios
incômodos, em que prevalece o aspecto de uma solução temporária
ou variável. Outros, de fato, se arranjam com a simples disposição
de integrantes independentes, soltos no espaço, em relação um com
o outro. E preferem restar assim, vacilantes, disponíveis, a adotar
esquemas que possam cristalizar afirmações categóricas, posições
bem assentadas e, por consequência, um conforto. Não, nada disso.
Os acabamentos são rápidos e lambuzados, em especial nos processos
manuais com argila e tinta, a informar da urgência dos gestos, da
arbitrariedade em “chutes” e apostas e das deliberações para resolver
impasses. Resoluções que deixam evidentes as marcas de feitura, os
amassados, as dedadas, as contingências com a matéria pastosa, a
despeito de virtuosismos, de condicionamentos, da possibilidade de um
controle absoluto e da eficiência.
Os mesmos flagrantes se encontram na pintura das superfícies,
com o preenchimento parcial – a rigor, inacabado – para a subdivisão
das partes, em aplicações pontuais de cor; ora na produção de
manchas e efeitos, ora em retoques e detalhes; às vezes, em ações
largas e enérgicas, noutras, cheias de capricho. Um labor mas também
uma aventura prazerosa, entre a irresponsabilidade e a dedicação, sem
esconder hesitações, erros, acidentes (alguns ardilosamente previstos),
nem o enleio com motivos decorativos e outras extravagâncias. O
trabalho não acredita na pura espontaneidade, antes, está preocupado
em conquistar as condições de ser espontâneo. Para que componentes
sujos, grosseiros e ásperos se mostrem também planejados e
meticulosos, para que motivos delicados, afeitos à ornamentação,
guardem lá o seu tônus improvisado e intuitivo.  O fato é que as
arestas, as rebarbas, essa aparência de algo por terminar, concorrem
para a manutenção das formas em aberto e febris. Um pouco como se
o material viesse à tona ainda úmido, em secagem, com o processo
latente, vicejante, e as decisões expostas em palpitação. Até segunda
ordem, nada se calcifica, nada é definitivo nem está, assim como se
encontra, finalizado. O trabalho se recusa a considerar-se pronto.













dimanche 11 octobre 2015

łα ♥ḯε ∂ε ¢нâт℮αʊ

La vie de château (Photographie © Sonia Marques)

Des rencontres…

Partis en aventure pour un vernissage d'une exposition de femmes au Château de Rochechouart. Un lieu où je reviens avec entrain. Je connais quelques exposantes, présentes ou absentes, nous nous demandions quel serait la couleur de ce vernissage, de l'agencement des œuvres, quel public ? Premier vernissage que je faisais dans ce Musée départemental de l'art contemporain. À une heure de route de Limoges, le soleil au zénith en pleine face dans un été indien… aveuglant.

À l'arrivée, autre ambiance. Les salles silencieuses, nous abordons les espaces, peu de monde… Et nous côtoyons les artistes qui se prennent en photo devant leurs œuvres. Nous entendons un rire énorme, envahissant.
Nous visitons toute l'exposition située dans une (petite) aile du château.

La file indienne (Photographie © Sonia Marques)

Puis la commissaire Julie Crenn et la conservatrice du Musée Annabelle Ténèze nous rassemblent. Elles insistent sur la rareté de la présence des femmes artistes dans les expositions en France. Parfois, elles sont 2 femmes sur 10 artistes exposants. L'une d'entre elles dit que le plus souvent il n'y en a pas. Bref, nous connaissons ces statistiques depuis belle lurette. Elles nous apportent l'information qu'elles avaient souhaité présenter des artistes jeunes et moins jeunes (40 à 50 ans) afin de montrer que ni les unes ni les autres ne sont encore connues du public. Vu la présentation, j'étais dans l'âge des moins jeunes des statistiques, autant en conclure, à ce rythme, que c'est bientôt la fin.

Avec des œuvres de Giulia Andreani, Farah Atassi, Amélie Bertrand, Anne Brégeaut, Marion Charlet, Coraline de Chiara, Nina Childress, Béatrice Cussol, Hélène Delprat, Vanessa Fanuele, Vidya Gastaldon, Oda Jaune,  Elodie Lesourd, Iris Levasseur, Maude Maris, Eva Nielsen, Laure Prouvost, Claire Tabouret et Delphine Trouche.

Autours d'elles en file indienne, les artistes exposées (12 sur 19) sont là, très sages, mutiques, disciplinées.

Face à elles, un public de têtes blanches et pas mal d'hommes. Le maire de Rochechouart présent prend le micro et marmonne quelque chose que nous n'avions pas entendu au premier abord, sauf le mot "sexe", "sexe"… Il fallait qu'il s'exprime encore une fois car cela prêtait à confusion. Il prit le micro et dit plus fort : "Y-a-t-il un sexe dans l'art ?". Pas de réponse. Il y avait d'autres femmes du service culture, ou plus en service, nous n'avons pas tout compris de l'histoire, des clins d’œil aux femmes qui travaillent avec le maire… On entend l'une d'elle : "Je suis émue, je suis féministe". Nous ne pouvions là qu'imaginer les efforts qu'elles avaient convoqués ensemble pour exposer toutes ces femmes.

La médiation (Photographie © Sonia Marques)
Un exercice scolaire est demandé à chacune des artistes présentes, ou bien un exercice de médiation. Chaque artiste présente (12 sur 19) exposée devait s'exprimer sur leur œuvre devant les grisous…Nous étions tout ouïe. Certaines ont joué le jeu et leurs influences, leurs iconographies nous apportaient un éclairage sensible qui sortait de la thématique groupée. Chacune avait un parcours et des connaissances précises, et si nous prêtions attention, nous n'étions plus devant un effet de 'femmes', mais devant des individualités, dont finalement, rien ne pouvait les rassembler ici sur le fond, aussi bien dans leurs parcours, le traitement de l'image, leurs références... Cela me faisait penser aux cours que je donnais l'année dernière à l'école d'art de Limoges sur "l'iconothèque libre", qui se retrouvent supprimés cette année, pouvoir ramifier sa recherche artistique et l'exposer à l'aune de nos modes contemporains et nos outils de recherches, nos inspirations, hors-champs de l'art. D'autres artistes présentes ont habilement détourné le jeu de la médiation en s'éclipsant, un peu dommage. La seule place d'expression était encore celle-ci. J'imaginais, féministes, qu'elles allaient nous raconter plein d'histoires, une expérience audacieuse, j'imaginais même un concert punk. Et bien non.  J'ai regretté les absences de Nina Chidresss et Hélène Delprat (dont je suis, avec bonheur, ses posts). Je n'ai pas perçu de féminisme. Je me suis dit qu'en fait, ce n'est pas parce que l'on expose un groupe de femmes que l'exposition est 'féministe'. On peut convoquer des œuvres d'hommes artistes féministes et d'ailleurs ici, point de censure. Les artistes exposées, avaient dans leurs travail des œuvres qui déménageaient un peu plus. L'exposition de l'artiste anglaise Laure Provost qui restait encore, jusqu'au grenier, dont j'ai écrit un article, possède toute cette distance critique, du contexte, et également une liberté par rapport à la demande. Ses investigations dans l'espace sont très audacieuses et se jouent de la soumission du local et des stéréotypes du 'maintream'. Le médium est complètement relégué au plan de la construction d'un Musée et fait place à un multi-médiums qui déconstruit les savoir-faire. Avec cette nouvelle exposition... de femmes, nous voici dans une vie de château où les femmes crient leurs noms dans tous les sens du haut des fenêtres dans une belle campagne. Je me suis vite rendue compte qu'il n'y avait personne de l'école d'art où j'enseigne, personne… Sauf moi ;.) Cela reviendrait à penser que je suis la seule à m'intéresser aux femmes artistes et à la peinture ! Et aux commissariats d'envergure féministes ;.) Cela m'avait déjà fait drôle à la médiathèque de Limoges, à la présentation de l'artiste Guillaume Pinard venu présenter son travail. J'espère qu'au moins les étudiants, de tous genres, de l'école où j'enseigne (je résiste, car on décapite l'enseignement des femmes artistes professeures) vont s'y rendre, à cheval, en mobylette, en faisant du stop, mais pas en convoi municipal ;.) Il faut visiter les expositions de son propre chef et ainsi se forger au fur et à mesure un point de vue. Chaque étudiant, étudiante en art ne devrait jamais être téléguidé dans ses explorations, ni même qu'on leur dicte ce qu'est un ou une artiste. Aujourd'hui les influences ont bien changé et le champ de l'art n'a jamais été aussi libre.



Dans cette exposition, mon bémol va à l'agencement des œuvres. Autant de femmes et d’œuvres au château aurait mérité une libération des espaces plus loyale, pour aller avec le discours. Si les femmes ne sont pas assez exposées, lorsqu'elle le sont, elles pourraient également avoir la place. Pourquoi ne pas avoir alloué une salle par artiste, afin qu'elles exposent un peu plus de leur travail ? Avec moins d'exposantes ? Certaines œuvres sont situées dans un coin de mur, ou bien une œuvre de collages et dessins aurait pu avoir la place d'un plus grand mur dans l'espace.  Nous observons un choix : certaines œuvres se situent dans la très grande salle et un grand nombre d'autres sont relayées à dialoguer ensemble en face à face, dans un couloir. C'était mon bémol côté installation.

Présenter ces femmes comme artistes émergentes me pose une question. Ces femmes, ont, pour certaines, un long parcours derrière elle, mais toutes très exposées tout de même au regard du nombre de femmes artistes avec un travail très intéressant, qui le sont moins, donc, vraiment "émergentes". Ces artistes ne sont pas émergentes, loin de là. Ou sinon, seules les femmes artistes ne cesseraient leur vie entière d'émerger… Agnès Varda, disait, qu'à présent qu'elle est vieille, elle est invitée pour recevoir des prix, alors que toute sa vie, durant sa pleine création, elle n'était ni invitée, ni ne recevait des prix. Avec Chantal Akerman décédée récemment, je remarque que nombre d'autres artistes de sa génération, ou professeurs n'ayant jamais fait une seule référence à son œuvre, à présent, déballent des hommages bienséants. Observations de nos dérisoires mentions. Souvent les femmes artistes, de tous domaine, sont dans l'obligation de faire leur histoire, en même temps de créer, d'inventer. Le cas d'Agnès Varda est très frappant. Nous sommes dans un fil d'Ariane constant qui ramifie, comme une poétesse, à la fois ses souvenirs, son histoire, ses inventions dans chacune de ses œuvres. Elle coupe, sauvage, dans l'histoire de l'art et du cinéma, et ne s'embarrasse pas des cloisonnements de genres. Pour Chantal Akerman cela se vérifie dans sa lutte, son parcours.

J'aime vraiment beaucoup le tissage-collage qu'opère Agnès Varda. Je me suis aperçue que finalement je procédais de la même façon mais avec un outils sur le web, avec ce BMK composite. À la fois écritures de nouvelles, poésies, références, critiques, photographies, carnet de route quotidien mais sans jamais être un journal intime, en réaction avec mes recherches. La vie. Les châteaux, les Musées, tout cela enferme plutôt que nous laisse l'expression libre. Nous savons toutes que le Panthéon est un décor d'un théâtre d'un autre temps. Nous ne courrons plus après les prix et les récompenses de ce temps révolu.

L'intitulé de cette exposition est emprunté à Marguerite Duras. Pourtant ce nom a déjà été utilisé pour le site Internet, peindre dit-elle, d'une artiste. Au début je pensais que cet emprunt était manifeste car cette artiste y était présente. En fait il n'y a aucune corrélation avec la création des artistes qui se sont émancipées du système collectionneurs-expositions-galeristes-résidences-critiques... Je me suis demandée quelle serait la réception, à présent que nous avons bien dépassé le mode "les femmes ne sont pas assez exposées", si ces expositions se retrouvaient observées et recevaient des apports critiques d'autres femmes expertes, délivrées des systèmes patriarcaux. Là commencerait un vrai travail critique et peut-être une nouvelle émancipation. La critique, en art, devient si marginale, côté féminisme, alors que le champs d'observation est si bien étendu, qu'il n'y a plus qu'à cueillir et analyser les expositions. Souvent je trouve très soumise, la critique, et pas assez indépendante. Nous n'avons alors, en lecture que de tièdes copies de ce qu'attend le système patriarcal de l'art : que des expositions de femmes, restent des exceptions et qu'elles puissent en avoir tous les avantages, que l'on puisse les visiter comme des bêtes curieuses.

Photographie (en gros plan rapproché) d'un extrait de l’œuvre de Béatrice Cussol
TN°547, 2013, encres et aquarelle sur papier, 150x150 cm Courtesy de l’artiste et de la galerie Port Avion (Marseille)


Après le cocktail… Un grisou m'interpelle : "Les femmes ne boivent pas de bière d'habitude".
Je lui dis : "De quelle époque venez-vous monsieur ?" Surpris, il rit. L'extraterrestre n'est pas toujours celle que l'on croit.

Nous sommes vite passés aux artistes, et nos coups de cœur, Grrr... Grrr... Les œuvres qui illustraient nos émotions... du moment.

Les artistes venues au vernissage sont seules, chacune dans leur coin. Personne ne vient les voir. Tout le monde est collé au buffet, les petits fours dans les joues. Alors nous allons les voir, surtout celles dont l’œuvre présentée nous a intéressée où dont je connais un peu le parcours. Et nous voici échanger un peu. Un peu de chaleur et de rires enfin. Mais tout est trop peu, trop parcimonieux. Il n'y a pas à s'en faire, lorsque l'on est artiste, c'est l'indépendance qui nous apprend le chemin. Cela n'empêche nullement les rencontres et les hasards.

Amélie Bertrand : une artiste dont j'avais présenté l’œuvre l'année dernière à mes étudiants, au travers d'une de ses conférence au collège de France, organisée par la philosophe Claudine Tiercelin, que j'avais beaucoup apprécié par l'explicitation très détaillée et technique de ses sources de son appréhension économique des choses. Je m'adressais à des étudiants de la 4e année en art avec mes cours, nommées "projection", aujourd'hui supprimés. Je trouvais que les apports manquaient dans le rapport au milieu professionnel et aussi dans l'émancipation des techniques, que ce soit dans la peinture ou dans autre domaine cloisonné. C'était important, de mon point de vue, de montrer des artistes qui produisent des images aujourd'hui. J'avais, entre autre présenté le travail de l'artiste Laribot, performeuse, danseuse et chorégraphe hispano-suisse, dont j'avais assisté au vernissage du centre Culturel Suisse (et retrouvé mes professeures, Nathalie Magnan et Elisabeth lebovici, c'est important la transmission) Les étudiants présents m'avaient fait part de leur enthousiasme de ces apports, mais aucun d'eux n'est aujourd'hui ré-inscrit à l'école. Ils faisaient de la peinture, des volumes, du dessin, le tout assemblés. De bons moments d'enseignements (RIP)
Eva Nielsen venue nous rejoindre avait décrit les espaces abandonnés de Détroit qu'elle avait parcouru et sa vision voilée de cette vision contemporaine (je résume). Puis nous sommes aller féliciter Béatrice Cussol. Je me souvenais d'une exposition il y a une dizaine d'années (dans laquelle j'exposais un dessin) et c'était encore une histoire de groupe de femmes, Béatrice Cussol s'en souvenait aussi, mais surtout de la fête après. Je ne sais s'il y a eu une fête après ce vernissage, mais j'apprenais qu'elles étaient confinées dans un dortoir et partaient au petit matin. Certaines anticipaient la soirée.

Drôle de situation. Je ne sais pourquoi on infantilise sans arrêt les exposantes. Toujours cette question de place et de considération.
Son dessin de "She-Hulk" a attiré l'attention de mon ami, spécialiste de ce personnage de fiction, une super-héroïne appartenant à l'univers de Marvel Comics des années 80. Nous avons échangé ensuite. Ce personnage suscite les premiers émois féministes dans ces bandes dessinées. Si l'on aime les statistiques, majoritairement destinés aux jeunes garçons, ces bandes-dessinées ont distillé des notions féministes chez les garçons, et les filles. Nous nous retrouvions, en bonnes compagnies pour en discuter.

Un moment très agréable, et il est rare de trouver autant de rencontres en une soirée d'un coup, dans ces plaines vertes, de moutons.

Dans le silence de la nuit, après le beau coucher de soleil rose et orangé qui s’effaçait dans un soupir, j'entendais des femmes évoquer une table ronde sur l'art contemporain, à laquelle elles avaient assisté la veille. Elles y avaient entendus des références dépassées... un décalage avec cette exposition au château, dans la même région.

Je faisais une dernière prière, me retournant et le soleil avait disparu, laissant la place au noir absolu d'une nouvelle scène, celle de la route étoilée du retour.

Photographie avec les moyens du bord de l’œuvre de Béatrice Cussol : TN°547

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Le week-end de feu avec la vision des films de Hitoshi Matsumoto, dont il me faudra faire un article, tellement son œuvre est riche.
Merci mon ami. La culture japonaise est vraiment ce qui m'enthousiasme le plus.

Le lendemain, au rayon safou du Cameroun, corosol de Colombie, carambole de Malaisie, lulos et sapotilles, je vois Stuart Staples avec sa femme, de mon groupe musical adoré, Tindersticks.
Un petit bonjour, les fruits plein les yeux, in english, tous les deux étonnés qu'ils soient reconnus ici. Ce n'est pas la première fois que nous nous croisons et j'avais déjà écrit à ce sujet. En anonymes, croisements au centre de la terre des discrets.
La première fois que je visitais la Creuse, c'était pour rendre visite aux parents de mon ami, qui avaient loué un gîte. J'avais un week end de libre, celui d'un 15 août, il y a peut-être 15 ans de cela.
Je bossais comme une malade tout l'été dans une start-up, qui vendait des plantes vertes dans toute l'Europe... pour payer mon loyer, enfin rembourser mon ami avec qui je vivais, qui m'avait avancé des mois de loyer.
De sorte que toute ma paye est allée directe dans sa poche ! Avec le reste je me suis acheté des livres et suis partie les emmener chez mes amis de la Drôme, qui n'étaient pas très branchés lectures...
Féministe libre pensée tout de même ;.)

J'écoutais les premiers albums de Tinderstick, mais j'avais imaginé que cette ambiance en Creuse pouvait correspondre à cette musique. Mon ami m'avais juste dit qu'il y avait une bonne chaîne pour écouter de la musique.
Une bonne occasion pour ne pas être trop prise dans des affaires familiales.

J'avais donc apporté des disques et il ne connaissait pas cet artiste. Arrivée, je traversais une campagne silencieuse et ténébreuse, avec, dans mes oreilles 'Simple pleasure' et la voix de Stuart Staples.
Plus tard, j'ai vu tous les films de Claire Denis, j'ai dévoré son œuvre. Bien plus tard j'emménageais dans cette région silencieuse, ténébreuse, et dans le même moment, j'apprenais, et pour les mêmes raisons que moi, que les Tinderstiks laissaient tomber Londres, comme je laissais tomber Paris, pour venir créer et vivre dans cette région.

En incognitos, nous dévalons les marges de ce centre, circulant librement dans tous ces hangars esseulés, avec nos amours, nos amitiés, nos cultures multiples.

En hommage à cette belle couverture et à ces rencontres des simples plaisirs, des femmes, des fruits.